{"id":133,"date":"2015-02-05T16:04:33","date_gmt":"2015-02-05T18:04:33","guid":{"rendered":"http:\/\/sorocaba.sp.gov.br\/dengue\/?p=133"},"modified":"2015-02-13T10:31:13","modified_gmt":"2015-02-13T12:31:13","slug":"curiosidades-sobre-o-mosquito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sorocaba.sp.gov.br\/mosquitomorto\/curiosidades-sobre-o-mosquito\/","title":{"rendered":"Curiosidades sobre o mosquito"},"content":{"rendered":"<p>[fb_button]<\/p>\n<p><strong>Qual a origem do mosquito <\/strong><em><strong>Aedes aegypti<\/strong><\/em><strong>?<\/strong><br \/>\nO <em>A. aegypti <\/em>\u00e9 origin\u00e1rio do Egito. A dispers\u00e3o pelo mundo ocorreu da \u00c1frica: primeiro da costa leste do continente para as Am\u00e9ricas, depois da costa oeste para a \u00c1sia.<\/p>\n<p><strong>Por que o nome <\/strong><em><strong>A. aegypti<\/strong><\/em><strong>?<\/strong><\/p>\n<p>O vetor foi descrito cientificamente pela primeira vez em 1762, quando foi denominado <em>Culex aegypti<\/em>. <em>Culex <\/em>significa \u201cmosquito\u201d e <em>aegypti<\/em>, eg\u00edpcio, portanto: mosquito eg\u00edpcio. O g\u00eanero <em>Aedes <\/em>s\u00f3 foi descrito em 1818. Logo verificou- se que a esp\u00e9cie <em>aegypti<\/em>,\u00a0 descrita anos antes, apresenta caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas e biol\u00f3gicas semelhantes \u00e0s de esp\u00e9cies do g\u00eanero <em>Aedes<\/em> \u2013 e n\u00e3o \u00e0s do j\u00e1 conhecido g\u00eanero <em>Culex<\/em>. Ent\u00e3o, foi estabelecido o nome <em>Aedes aegypti<\/em>.<\/p>\n<p><strong>Quantas pessoas um mosquito \u00e9 capaz de infectar?<\/strong><br \/>\nOs mosquitos f\u00eamea sugam sangue para produzir ovos. Se o mosquito da dengue estiver infectivo, poder\u00e1 transmitir o v\u00edrus da dengue neste processo. Em geral, mosquitos sugam uma s\u00f3 pessoa a cada lote de ovos que produzem. O mosquito da dengue tem uma peculiaridade que se chama \u201cdiscord\u00e2ncia gonotr\u00f3fica\u201d, que significa que \u00e9 capaz de picar mais de uma pessoa para um mesmo lote de ovos que produz. H\u00e1 relato de que um s\u00f3 mosquito da dengue infectivo transmitiu dengue para cinco pessoas de uma mesma fam\u00edlia, no mesmo dia.<\/p>\n<table border=\"0\" width=\"600\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"0\" align=\"center\">\n<tbody>\n<tr>\n<td><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.ioc.fiocruz.br\/dengue\/img\/55_genilton.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" \/><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td align=\"center\" valign=\"middle\">\n<h4>A f\u00eamea do Aedes aegypti precisa de sangue para a produ\u00e7\u00e3o de ovos<\/h4>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p><strong>Por que s\u00f3 a f\u00eamea pica?<\/strong><br \/>\nA f\u00eamea precisa de sangue para a produ\u00e7\u00e3o de ovos. Tanto o macho quanto a f\u00eamea se alimentam de subst\u00e2ncias que cont\u00eam a\u00e7\u00facar (n\u00e9ctar, seiva, entre outros), mas como o macho n\u00e3o produz ovos, n\u00e3o necessita de sangue. Embora possam ocasionalmente se alimentar com sangue antes da c\u00f3pula, as f\u00eameas intensificam a voracidade pela hematofagia ap\u00f3s a fecunda\u00e7\u00e3o, quando precisam ingerir sangue para realizar o desenvolvimento completo dos ovos e matura\u00e7\u00e3o nos ov\u00e1rios. Normalmente, tr\u00eas dias ap\u00f3s a ingest\u00e3o de sangue as f\u00eameas j\u00e1 est\u00e3o aptas para a postura, passando ent\u00e3o a procurar local para desovar.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 verdade que o mosquito <\/strong><em><strong>A. aegypti <\/strong><\/em><strong>j\u00e1 foi erradicado e depois reintroduzido no Brasil?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, a identifica\u00e7\u00e3o do <em>A. aegypti <\/em>como transmissor da febre amarela urbana impulsionou a execu\u00e7\u00e3o de r\u00edgidas medidas de controle que levaram, em 1955, \u00e0 erradica\u00e7\u00e3o do mosquito no pa\u00eds. Em 1958, o pa\u00eds foi considerado livre do vetor pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS). No entanto, a erradica\u00e7\u00e3o n\u00e3o recobriu a totalidade do continente americano e o vetor permaneceu em \u00e1reas como Venezuela, sul dos Estados Unidos, Guianas e Suriname, al\u00e9m de toda a extens\u00e3o insular que engloba Caribe e Cuba.<\/p>\n<p>A hip\u00f3tese mais prov\u00e1vel para explicar a re-introdu\u00e7\u00e3o do mosquito no Brasil \u00e9 a chamada dispers\u00e3o passiva dos vetores, atrav\u00e9s de deslocamentos humanos mar\u00edtimos ou terrestres \u2013 din\u00e2mica facilitada pela grande resist\u00eancia do ovo do vetor ao ressecamento. No Brasil, o relaxamento das medidas de controle ap\u00f3s a erradica\u00e7\u00e3o do <em>A. aegypti <\/em>permitiu sua reintrodu\u00e7\u00e3o no pa\u00eds no final da d\u00e9cada de 1960. Hoje o mosquito \u00e9 encontrado em todos os Estados brasileiros.<\/p>\n<p><strong>Como o <\/strong><em><strong>A. aegypti <\/strong><\/em><strong>chegou ao Brasil? H\u00e1 registro hist\u00f3rico de dengue no passado?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>As teorias mais aceitas indicam que o <em>A. aegypti <\/em>tenha se disseminado da \u00c1frica para o continente americano por embarca\u00e7\u00f5es que aportaram no Brasil para o tr\u00e1fico de escravos. H\u00e1 registro da ocorr\u00eancia da doen\u00e7a em Curitiba (PR) no final do s\u00e9culo 19 e em Niter\u00f3i (RJ) no in\u00edcio do s\u00e9culo 20.<\/p>\n<p><strong>A dengue ocorre s\u00f3 no Brasil?<\/strong><strong><br \/>\n<\/strong>N\u00e3o. H\u00e1 registro da doen\u00e7a em diversos pa\u00edses das Am\u00e9ricas, bem como na \u00c1frica, \u00c1sia, Austr\u00e1lia \u00a0e Polin\u00e9sia Pac\u00edfica.<\/p>\n<p><em>*Todos os conte\u00fados foram revisados por pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz (IOC\/Fiocruz)<\/em><\/p>\n<p>Fonte: Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[fb_button] Qual a origem do mosquito Aedes aegypti? O A. aegypti \u00e9 origin\u00e1rio do Egito. A dispers\u00e3o pelo mundo ocorreu da \u00c1frica: primeiro da costa leste do continente para as Am\u00e9ricas, depois da costa oeste para a \u00c1sia. Por que o nome A. aegypti? 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